Tuesday, January 22, 2008

Grito Rock Goiano celebra diversidade de estilos




Pablo Kossa é jornalista, produtor e agitador cultural. Uma espécie de faz tudo da cena da música independente brasileira. Um nato fora do eixo, natural de Goiânia Rock City, onde junto a João Lucas, o Johnnny Suxxx dos Fucking Boys, planeja os rumo da Fósforo Cultural, antiga Fósforo Records, coletivo responsável pela realização do Festival Vaca Amarela, além de diversos projetos culturais, lançamentos de títulos fonográficos, e claro, do Grito Rock Goiânia. Em entrevista concedida à equipe de reportagem do Espaço Cubo, Kossa conta a quantas anda a produção do GR, avalia quais são as bandas goianas preparadas para circular o circuito independente brasileiro, e faz uma breve avaliação sobre o cenário político-cultural goiano. Eis aí.


“Várias e várias bandas da cidade já estão em ponto de bala para tocar e mostrar seu som em outras regiões do País”

“Optamos pela pluralidade estética na curadoria, além de atender aos preceitos do Fora do Eixo. Tem banda de punk rock, hardcore, psicodelismo, hard rock, electro... Enfim, a programação tá bem diversificada”

“Demos continuidade à nossa política de integração do interior do estado com a inclusão da banda Raivosos, de Hidrolândia-GO; colocamos uma banda de hip hop em um horário massa, o Testemunha Ocular”

“Vamos ter intervenções visuais no evento, já fazendo uma aproximação com o pessoal das artes visuais”



Ney Hugo: O que representa para Goiânia participar de um evento integrado internacionalmente?
Pablo Kossa: Para a cidade é super importante e mostra a continuidade e seriedade do trabalho que vem sendo desenvolvido por todos os parceiros do Fora do Eixo. É legal para que o público perceba a integração do trabalho e as perspectivas futuras que são muito boas.


Ney Hugo: Uma das vantagens do Grito Integrado é a possibilidade maior que as bandas têm de circular, passando por vários "gritos", conforme a articulação. Como tá o clima aí com as bandas da Goiânia? Quais delas querem e tem condição de circular?

Pablo Kossa: As bandas de Goiânia estão muito interessadas em tocar nas outras cidades onde vai rolar o Grito Rock. Algumas bandas já estão confirmadas no Grito Rock Brasília, outras de Cuiabá, tem ainda Campo Grande e outras conversas. Várias e várias bandas da cidade já estão em ponto de bala para tocar e mostrar seu som em outras regiões do País.

Ney Hugo: Em Cuiabá, pela segunda vez no ano o Grito Rock acontece integrado ao carnaval multicultural da prefeitura. Houve alguma visualização por parte do poder público para com o grito em Goiânia?
Pablo Kossa: A Prefeitura de Goiânia não tem um projeto desse, que seria interessantíssimo para a cidade. Mas estamos estabelecendo um diálogo interessante com o poder público municipal, por meio da Secretaria de Cultura, e vamos ter sim um apoio para o evento, ainda precisamos afunilar e decidir certinho o que será.

Ney Hugo: Em Cuiabá, dois dos métodos de escolha das bandas se basearam em cotas para coletivos culturais (como Volume, Instituto Mandala e Espaço Atômico), além de prévias classificatórias com bandas novas. Quais foram os critérios de seleção do Grito por aí?
Pablo Kossa: Optamos pela pluralidade estética na curadoria, além de atender aos preceitos do Fora do Eixo. Tem banda de punk rock, hardcore, psicodelismo, hard rock, electro... Enfim, a programação tá bem diversificada. Também demos continuidade à nossa política de integração do interior do estado com a inclusão da banda Raivosos, de Hidrolândia-GO; colocamos uma banda de hip hop em um horário massa, o Testemunha Ocular; e por aí vai.

Ney Hugo: No Grito já vai rolar alguma ação envolvendo outro segmento artístico, caracterizando o "cultural" recentemente agregado ao nome da Fósforo?
Pablo Kossa: Vamos ter intervenções visuais no evento, já fazendo uma aproximação com o pessoal das artes visuais.

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